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* Amigos e aliados de Flávio Bolsonaro: STF aceita denúncia contra Bacellar, TH Joias e mais três por tentativa de obstrução em investigação ligada ao CV

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) recebeu, por unanimidade, a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra cinco pessoas investigadas por tentativa de obstrução de uma operação contra uma organização criminosa no Rio de Janeiro.

Tornaram-se réus o ex-deputado estadual e ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) Rodrigo Bacellar (União Brasil), o desembargador do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2) Macário Júdice Neto, o ex-deputado estadual Thiego Raimundo de Oliveira Santos, conhecido como TH Joias, sua esposa, Jéssica de Oliveira, e o ex-assessor parlamentar Thárcio Nascimento.

Os cinco respondem por obstrução de investigação contra organização criminosa armada. Macário Júdice também responde por violação de sigilo funcional, enquanto Thárcio Nascimento é acusado de favorecimento pessoal.

Vazamento de operação

Segundo a PGR, os denunciados teriam atuado para dificultar o cumprimento de ordens judiciais da Operação Zargun, deflagrada em setembro de 2025 para combater esquemas de tráfico internacional de armas e drogas e lavagem de dinheiro ligados ao Comando Vermelho.

De acordo com a investigação, Macário Júdice teria repassado a Bacellar informações sigilosas sobre a operação durante um jantar na véspera da ação. Bacellar, por sua vez, teria alertado TH Joias.

Imagens de segurança registraram a retirada de objetos da residência de TH Joias na noite anterior à operação, com a ajuda de sua esposa. Equipamentos eletrônicos também teriam sido retirados de seu gabinete na Alerj.

Thárcio Nascimento, então assessor de TH Joias, também é acusado de escondê-lo em seu apartamento. O ex-deputado acabou localizado e preso pela polícia.

Bloqueio de celular

A investigação apontou ainda que, após ter o celular apreendido pela Polícia Federal, Thárcio teria usado senhas do iCloud em outro dispositivo para ativar o “modo perdido” do aparelho. A função bloqueia o telefone remotamente e dificulta o acesso aos dados pelos peritos.

Defesa

As defesas alegaram falhas na denúncia, restrições ao acesso às provas e questionaram a competência do STF para julgar o caso. O relator, ministro Alexandre de Moraes, rejeitou os argumentos. Segundo ele, a PGR apresentou os fatos e as circunstâncias das acusações de forma suficiente e os investigados tiveram acesso aos autos.

Moraes também afirmou que o STF é competente para analisar o caso devido à conexão das acusações com outras investigações que envolvem pessoas com foro por prerrogativa de função.

Os ministros Cármen Lúcia, Cristiano Zanin e Flávio Dino acompanharam o voto do relator. O julgamento ocorre em sessão virtual, que termina às 23h59 desta sexta-feira (21).

Homens de confiança do Flávio Bolsonaro.

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