O comerciante Luiz Antonio Lopes,
de 63 anos, saiu recentemente do anonimato da Baixada Fluminense, onde mora,
para se tornar personagem de uma investigação que corre no STF sobre acusações
de estupro contra o deputado Alfredo Gaspar, candidato a vice-presidente na
chapa de Flávio Bolsonaro.
Num depoimento prestado a
investigadores da Polícia Legislativa da Câmara dos Deputados, Lopes construiu
uma versão citando diferentes personagens que teriam participado de uma trama
para destruir a reputação de Gaspar. O deputado petista Lindbergh Farias seria
o líder desse suposto plano suposto plano contra o vice de Flávio, durante o
período em que o alagoano foi relator da CPMI do INSS.
A versão de Lopes foi levada até
a Polícia Legislativa pelo próprio vice de Flávio Bolsonaro. Uma assessora do
deputado Gaspar chegou a prestar depoimentos relatando o que havia escutado de
Lopes Foi esse movimento que levou os investigadores a colherem a versão do
comerciante e a enviarem o relato ao STF.
Na semana passada, o Radar entrou
em contato com Lopes por meio do celular registrado por ele no depoimento
entregue ao STF. O comerciante reafirmou as acusações que fez contra Lindbergh,
mas pediu dinheiro para revelar as supostas provas que teria contra o petista.
Dizendo ter um suposto acordo com uma emissora de TV, ele pediu “ajuda de
custo” para falar do caso.
“Eu tenho — mais do que obrigação
— de ter uma ajuda de custo. Para não ter, eu deixo sigiloso do jeito que tá,
deixa correr em sigilo na Polícia Federal. Eu tô sendo muito sincero, meu
amigo. A imprensa vive de notícia, não é verdade? Eu não vivo de notícia. Eu
sou um pobre trabalhador… Vou me dispor a falar. Vou botar minha cara. Agora, a
troco de quê?”, disse Lopes.
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