O presidente Luiz Inácio Lula
da Silva (PT) conversou por telefone com o presidente dos Estados
Unidos, Donald Trump, na manhã desta sexta-feira (21/8).
Segundo o Planalto, o diálogo, que durou uma hora e 20 minutos,
ocorreu em “tom cordial” e envolveu temas como o tarifaço a produtos
brasileiros, combate ao crime organizado e conflitos globais.
Em relação às tarifas, Lula teria
reforçado a Trump que as justificativas para a aplicação das taxas são
“infundadas” e ressaltou a importância de manter os EUA como parceiro comercial
do Brasil.
“Ao observar que as tarifas
afetam negativamente tanto o Brasil, quanto os Estados Unidos, [Lula] afirmou
que seguir na mesa de negociação é a melhor opção para os dois países”, diz o
comunicado.
Ainda segundo o Planalto, o chefe
da Casa Branca propôs que as equipes retomassem as negociações. “O presidente
Trump concordou com a necessidade de preservar vínculos comerciais fortes e
propôs que equipes dos dois países voltassem a se reunir o mais brevemente
possível”.
Outro ponto abordado no
telefonema foi a cooperação no combate ao crime organizado.
Segundo a Presidência, Lula defendeu que “grupos criminosos exercem terror
cotidiano sobre as populações mais carentes, mas não se confundem com
organizações terroristas”.
Em junho, o governo
norte-americano decidiu classificar as facções brasileiras Primeiro Comando da
Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações criminosas, medida que
contrariou o Planalto.
Lula elencou uma série de ações
do governo que têm o objetivo de fortalecer o enfrentamento ao crime
organizado. Ainda de acordo com a nota, Trump “se dispôs a reforçar a
cooperação bilateral e indicou que mobilizaria funcionários de alto escalão
para dar seguimento aos entendimentos nessa área”.
Por fim, os líderes trataram do
conflitos globais, especialmente as guerras na Ucrânia e no Oriente Médio. O
presidente brasileiro “lamentou a inoperância do Conselho de Segurança da ONU”,
e propôs a convocação de uma reunião do órgão para discutir uma saída
diplomática para as questões.
O presidente já havia levado a
sugestão da reunião aos presidentes da China, Xi Jinping, e da Rússia, Vladimir
Putin, em telefonemas recentes.
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