Gabriela Ferreira Reis da Cruz,
de 41 anos, morreu após ser violentamente agredida ao tentar defender a filha
de uma tentativa de abuso sexual em Japeri, na Baixada Fluminense. O
companheiro da vítima, Adriano Reis da Cruz, foi preso e o caso é investigado
como feminicídio.
Segundo a Polícia Civil, o ataque
começou quando Adriano tentou abusar sexualmente da filha adulta de Gabriela. A
jovem teria resistido e sido agredida. Ao intervir para protegê-la, a mãe
passou a ser o principal alvo da violência.
Os investigadores apontam que
Gabriela foi atingida com socos, chutes, uma marreta e o cabo de uma foice. As
agressões teriam continuado mesmo depois de ela perder a consciência.
O homem ainda teria usado um
facão para ameaçar a companheira. Conforme a investigação, um dos filhos
menores se jogou sobre o corpo da mãe enquanto as outras crianças pediam que
ele interrompesse o ataque. O crime aconteceu diante dos filhos da vítima.
Após as agressões, Adriano teria
mantido Gabriela e os familiares trancados dentro da residência, impedindo que
procurassem ajuda. Eles conseguiram pedir socorro somente depois que o homem
tomou um medicamento e adormeceu.
A irmã da vítima relatou ter
encontrado Gabriela caída no chão de um quarto, em condições precárias e
extremamente debilitada.
Gabriela foi levada em estado
grave ao Hospital Geral de Nova Iguaçu na sexta-feira (31). Ela passou por uma
cirurgia de emergência e permaneceu internada no Centro de Terapia Intensiva.
Na manhã de segunda-feira (3), sofreu uma parada cardiorrespiratória e morreu.
Suspeito foi localizado na Zona
Norte do Rio
Adriano foi preso na terça-feira (4) por agentes da 63ª Delegacia de Polícia,
no bairro de Turiaçu, na Zona Norte do Rio de Janeiro.
Durante as diligências na
residência do casal, os policiais apreenderam um revólver com seis munições.
Segundo a Polícia Civil, o homem responderá por feminicídio consumado,
descumprimento de medida protetiva, sequestro ou cárcere privado e posse
irregular de arma de fogo.
A Polícia Civil também apura, em
uma investigação separada, denúncias de que Adriano teria abusado sexualmente
da enteada desde que ela tinha 15 anos. Segundo os relatos, ele fazia ameaças
para impedir que os supostos crimes fossem denunciados.
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