O consumo de conteúdos adultos representa uma
linha muito tênue entre o saudável e o problemático — principalmente para
pessoas que estão em um relacionamento. Para muitos parceiros, esse tipo de
comportamento costuma não ser visto com bons olhos, às vezes sendo associado ao
vício e até à perda desejo no par. A verdade, porém, é que algumas
duplas adotam a prática em conjunto, inclusive para melhorar o sexo.
O que diz sexóloga sobre o
tema
Em entrevista ao Metrópoles,
a sexóloga Eva comenta que os conteúdos podem, sim, ter um papel positivo
quando são inseridos de forma consensual na relação. “Eu vejo
esse consumo como uma possibilidade de descobrir interesses em comum,
compartilhar fantasias e experimentar novas formas de intimidade, desde que os
dois estejam confortáveis”, afirma.
Em contrapartida, mesmo quando
uma das pessoas não vivencia um vício, muitos casais têm dificuldade em encarar o
assunto sem silêncio ou constrangimento. Segundo a especialista, é
justamente a ausência de conversa e de acordos claros que provocam os conflitos
— principalmente quando um dos lados desconhece a prática do outro.
“Eu considero um sinal de
equilíbrio quando o conteúdo aproxima, desperta curiosidade e não interfere no
desejo pelo parceiro. Mas, quando passa a gerar comparações, cobranças,
mentiras ou se torna indispensável para a excitação, é preciso observar o que está
acontecendo”, orienta a sexóloga da plataforma FatalFans.
Respeito aos limites
Por último, Eva lembra que falar
sobre o consumo de conteúdo adulto é uma maneira de cuidar da saúde sexual e emocional. “Mais importante do
que estabelecer se assistir é certo ou errado é compreender o lugar que esse
conteúdo ocupa na relação. Quando existe liberdade para conversar, respeitar os
limites e dizer sim ou não sem pressão, a escolha se torna muito mais consciente”,
finaliza.
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