Uma revista realizada por
policiais penais no Complexo Penitenciário de Alcaçuz, em Nísia
Floresta, impediu uma nova tentativa de fuga de detentos neste fim de semana.
Durante a inspeção em uma cela do Pavilhão 4, os agentes encontraram um
buraco que estava sendo aberto na estrutura da unidade prisional.
Segundo informações obtidas pela
reportagem da TV Ponta Negra, os policiais desconfiaram de uma pintura
diferente em uma das paredes do pavilhão. Após a retirada dos presos para a
vistoria, localizaram o ponto onde a estrutura estava sendo escavada. Um vídeo
gravado pelos agentes, obtido pelo portal Sem Mordaça RN, mostra o momento em
que o buraco é encontrado.
Nas imagens, um policial utiliza
uma escada para acessar a parte superior da cela e remove o revestimento da
parede com um objeto perfurocortante. Ao perceber a abertura, um dos agentes
afirma: “Zé, você acabou de abortar uma fuga.”
Ainda não foi informado quantos
presos poderiam participar da tentativa de fuga nem quando ela ocorreria.
Nova ocorrência um mês após fuga
de 11 presos
A descoberta acontece 30
dias após a fuga de 11 detentos do Presídio Estadual Rogério
Coutinho Madruga, que integra o Complexo de Alcaçuz. Na ocasião, em 31 de
julho, os presos escaparam depois de abrir um buraco utilizando a estrutura de
um vaso sanitário.
Até o momento, apenas parte dos
fugitivos foi recapturada. Os demais continuam sendo procurados pelas forças de
segurança.
Após aquela fuga, policiais
penais e militares realizaram buscas na região do complexo prisional para
tentar localizar os detentos.
Sindicato e Seap divergem sobre
condições da unidade
O novo episódio ocorre em meio às
divergências entre o Sindicato dos Policiais Penais do Rio Grande do Norte
(Sindppen-RN) e
a Secretaria de Estado da Administração Penitenciária (Seap).
O sindicato afirma que Alcaçuz
enfrenta déficit de efetivo e problemas estruturais. A presidente da entidade,
Vilma Batista, tem apontado a necessidade de reforço no número de policiais
penais para garantir a segurança dos quatro pavilhões da unidade e do Presídio
Rogério Coutinho Madruga.
A Seap, por outro lado, informa
que não divulga detalhes sobre a segurança interna das unidades prisionais e
sustenta que o sistema funciona dentro da normalidade. Após a fuga registrada
em julho, a secretaria informou que apurava as circunstâncias do caso para
identificar se houve facilitação da evasão.
Registe-se aqui com seu e-mail


ConversãoConversão EmoticonEmoticon