As buscas por Ágatha Isabelly
Reis Lago, de 6 anos, e Allan Michael Reis Lago, de 4, desaparecidos desde
janeiro em Bacabal, no Maranhão, ganharam um novo reforço. A Interpol colocou
ferramentas de cooperação internacional à disposição das autoridades para
auxiliar na localização dos irmãos, caso existam pistas de que eles tenham sido
levados para fora do Brasil.
O contato foi feito pelo Núcleo
de Cooperação Internacional da Polícia Federal com a advogada da família,
Nathaly Moraes. Segundo ela, os mecanismos de cooperação poderão auxiliar na
identificação e localização das crianças em outros países e, se necessário, em
uma eventual repatriação.
A mãe dos irmãos, Clarice
Cardoso, tem uma reunião prevista para esta quarta-feira (9), em São Luís, com
representantes do Núcleo de Cooperação Internacional da Polícia Federal. O
objetivo é entender como as ferramentas da Interpol poderão ser utilizadas no
caso.
Possível relação com operação
nos Estados Unidos
O novo movimento ocorre dias após
autoridades da Flórida anunciarem o resgate de 163 crianças desaparecidas
durante a Operation Statewide Shield, realizada em agosto. Segundo o
Departamento de Aplicação da Lei da Flórida (FDLE), a operação localizou crianças
de 2 meses a 17 anos em diferentes regiões dos Estados Unidos, em Porto Rico e
em 12 outros países, incluindo o Brasil.
Apesar disso, não há confirmação
de que Ágatha e Allan estejam entre as crianças resgatadas. A informação de que
uma criança relacionada a um dos casos foi localizada no Brasil não significa
que se trate dos irmãos de Bacabal.
O apoio da Interpol, portanto,
não indica que os irmãos tenham sido encontrados ou que exista confirmação de
tráfico internacional. A cooperação amplia as possibilidades de investigação
caso surjam informações de que eles possam estar fora do país.
Desaparecimento em Bacabal
Ágatha e Allan desapareceram em 4
de janeiro de 2026, na comunidade quilombola São Sebastião dos Pretos, na zona
rural de Bacabal. Eles estavam brincando com o primo Anderson Kauan, de 8 anos.
Anderson foi localizado três dias
depois, debilitado, em uma área de mata. Os dois irmãos, porém, nunca foram
encontrados. As buscas mobilizaram forças de segurança, bombeiros, voluntários
e equipamentos especializados, incluindo operações em áreas de mata e corpos
d'água.
Ao longo da investigação,
surgiram diferentes denúncias sobre possíveis locais onde as crianças teriam
sido vistas, inclusive no Pará e em São Paulo. As informações foram verificadas
pelas autoridades, mas não confirmaram o paradeiro dos irmãos.
Em agosto, a Polícia Civil do
Maranhão informou que o inquérito permanece sob sigilo e pediu cautela na
divulgação de hipóteses e informações não confirmadas, destacando que as
investigações continuam.
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