O prefeito de Natal, Paulinho
Freire, participou nesta terça-feira (15) de uma reunião na Federação dos
Municípios do Rio Grande do Norte (Femurn), em Natal, com prefeitos de
diferentes municípios potiguares para discutir medidas judiciais e institucionais
diante dos atrasos nos repasses constitucionais devidos pelo Governo do Estado.
Na reunião, foi apresentado um
levantamento sobre os valores pendentes, que já chegam a R$ 185 milhões. De
acordo com o presidente da Femurn, José Augusto Rêgo, os atrasos envolvem
recursos do Fundeb, ICMS, royalties e IPVA, que têm datas para chegar aos
municípios. A federação também está formalizando as comunicações aos órgãos de
controle e fiscalização. “Nós estamos entrando com todas essas comunicações,
tanto no Ministério Público do Estado, no Tribunal de Contas, como também no
Ministério Público Federal, devido aos recursos do Fundeb, que estão há três
semanas sem ser repassados”, afirmou.
Para o prefeito Paulinho Freire,
os atrasos têm impacto direto sobre a capacidade dos municípios de manter seus
compromissos. O prefeito ressaltou que, embora Natal disponha de receita
própria, parte das obrigações municipais depende das transferências constitucionais.
“O impacto é muito grande para o município de Natal. Imagine municípios
menores, que vivem dessas transferências obrigatórias. Enquanto o Estado
utiliza esses recursos para cumprir seus compromissos, os municípios também
ficam sacrificados para cumprir suas próprias obrigações”, afirmou.
O prefeito de Natal também chamou
atenção para os efeitos dos atrasos na prestação dos serviços à população.
Segundo Paulinho, o cidadão tende a atribuir aos prefeitos a responsabilidade
pelas dificuldades enfrentadas pelos municípios, ainda que parte dos recursos
necessários para o funcionamento das administrações municipais esteja vinculada
às transferências estaduais. Em Natal, o repasse do ICMS está atrasado há duas
semanas, o que interfere no planejamento financeiro do município, uma vez que
as receitas são consideradas na programação das despesas. A federação informou
ainda que será necessário levantar os valores referentes ao IPVA para
identificar o montante total devido pelo Estado aos municípios.
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