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* Seis perguntas que Samanda de Lula não respondeu sobre dinheiro público que a Justiça mandou devolver

Samanda Alves (PT), a Samanda de Lula, pede ao eleitor do Rio Grande do Norte uma vaga no Senado. A última vez que ela administrou dinheiro público de campanha, em .2022, a Justiça Eleitoral reprovou as contas.

O TRE-RN desaprovou a prestação por unanimidade e mandou devolver R$ 91.600 ao Tesouro. O TSE manteve a decisão. No processo, a Procuradoria Regional Eleitoral falou em "malversação de recursos oriundos do Fundo Eleitoral" e listou nove irregularidades, que somavam 33,9% do que a campanha arrecadou. Entre elas, documentos de contratação com assinaturas "borradas ou coladas", carros alugados de empresas que não provaram ser donas dos veículos e duas notas fiscais, de R$ 15.450, que a candidata disse desconhecer.

Samanda parcelou em 60 vezes os R$ 75.650 do Fundo Eleitoral que precisa devolver. Quando o TRE cobrou o saldo que faltava, registrou: "a candidata silenciou".

A mesma campanha de 2022 pagou R$ 36 mil a Marina Melo Alves Siqueira como "administradora financeira". Naquele mês, a folha da Potigás registrava Marina como diretora-presidente em atividade. A empresa de Laíssa da Costa Ferreira, então subsecretária do Gabinete Civil do governo Fátima, recebeu R$ 100 mil. 

Laíssa foi depois para a gerência de comunicação da Potigás, e a empresa dela recebeu R$ 87 mil da cota de Samanda na Câmara de Natal e foi contratada por R$ 150 mil na campanha ao Senado.

Nenhum órgão apontou ilegalidade nesses vínculos. As perguntas continuam de pé.

As perguntas

1. Quem assinou os documentos que o Ministério Público descreveu como "borrados ou colados"?

2. Por que a campanha alugou carros de empresas que não comprovaram ser donas deles, e por que voltou a contratar uma delas em 2024?

3. Por que a candidata não recolheu o saldo que o TRE mandou pagar e, segundo o tribunal, "silenciou"?

4. Que serviço a presidente de uma estatal prestou à campanha, e em que horário?

5. A subsecretária do Gabinete Civil trabalhou para a campanha no expediente do governo?

6. Por que a mesma empresa aparece na campanha de 2022, na cota da vereadora e na campanha de 2026?


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