A senadora Zenaide Maia (PSD-RN)
fez uma defesa contundente do fim da escala 6x1 durante a discussão da proposta
no Senado. Em um discurso acalorado, a parlamentar classificou a jornada como
“cruel” e “desumana” e afirmou que sua extinção representaria uma decisão
histórica do Congresso brasileiro.
Para Zenaide, a escala atual não afeta apenas os trabalhadores, mas também
famílias que dependem deles para cuidar de crianças, idosos e outras pessoas
que necessitam de assistência. “A escala 6x1 é cruel, desumana, com mães, pais,
crianças, idosos que precisam de cuidado”, afirmou. Segundo ela, o debate
precisa considerar a realidade enfrentada diariamente pelos trabalhadores fora
do ambiente profissional.
A senadora destacou especialmente a situação das mães solo. Durante o discurso, citou a existência de cerca de 10,3 milhões de mães que criam os filhos sem a presença de um companheiro e afirmou que muitas deixam suas casas ainda de madrugada e retornam somente à noite. “São 10,3 milhões de mães solo nesse país. Mães que saem de casa 5, 6 horas da manhã e chegam 10 da noite. Essa é a realidade”, declarou.
Ao defender a mudança, Zenaide comparou a situação a uma estrutura de exploração histórica. “Isso chega quase a ser, isso é o feudalismo”, disse a senadora, ao criticar uma organização do trabalho que, segundo ela, deixa pouco espaço para a convivência familiar, o descanso e o cuidado.
Zenaide também rebateu os argumentos de que a redução da jornada poderia provocar desemprego ou prejudicar empresas. Para ela, trabalhadores são fundamentais para a geração de riqueza e existem empresários que reconhecem a importância de oferecer melhores condições de trabalho. “Eles sabem que quem gera riqueza é o trabalho”, afirmou.
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