Allyson Bezerra abriu sua participação no debate da Inter TV, nesta quinta-feira (22), com uma audiodescrição destinada às pessoas com deficiência visual e apresentou propostas para ampliar as políticas de inclusão no Rio Grande do Norte.
Na abertura, Allyson homenageou Ivan Baron e Tércio Tinôco, dois jovens potiguares reconhecidos pela atuação em defesa da inclusão e dos direitos das pessoas com deficiência.
Ao lembrar que seu irmão, Max Daniel, é autista, Allyson relatou conhecer desde criança a luta das famílias atípicas. O candidato propôs a construção de Centros TEA, as Casas do Autista, nas cidades-polo do Estado, garantindo atendimento regionalizado às pessoas autistas e suas famílias.
Na sequência, Allyson cobrou do adversário explicações sobre o bloqueio dos empréstimos consignados dos servidores estaduais. Ele questionou o valor da dívida do Governo do Estado com as instituições financeiras e lembrou que os valores são descontados dos contracheques, mas não estariam sendo repassados aos bancos.
“Quem está em casa quer saber: qual é o tamanho dessa dívida?”, questionou Allyson.
O candidato também abordou a situação da segurança pública, citando a paralisação de viaturas da Polícia Militar por falta de pagamento de combustível em Assú e problemas semelhantes registrados no Oeste e no Seridó.
Na educação, Allyson comparou os resultados de Mossoró com os da rede estadual. Ele destacou o Ideb de 6,1, a climatização das salas de aula, a entrega de fardamento, mochila, tênis e material escolar, além da bolsa mensal de R$ 200 para estudantes vulneráveis. Em contraponto, mencionou alunos da rede estadual em Barcelona levando ventiladores para as salas devido ao calor.
Durante o bloco, Allyson também afirmou que o Governo do Estado preparou um decreto com cortes de R$ 195 milhões em diferentes áreas, incluindo a Uern e a segurança pública. Segundo ele, o documento ainda não teria sido publicado porque o governo estaria aguardando o encerramento da eleição.
Ao responder aos ataques, Allyson ressaltou sua origem popular, a trajetória na escola pública e a aprovação em concurso aos 20 anos. O candidato afirmou que percorreu o Estado de cabeça erguida e que nada foi encontrado contra ele após meses de questionamentos.
“Tenho mãos limpas e orgulho da minha história, da minha luta, da minha honestidade e do meu trabalho. O povo da minha terra me deu a oportunidade de mostrar ao Estado como se faz uma boa gestão”, declarou.
Allyson jogou duro.
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