Estudantes de diferentes regiões
do Brasil protagonizaram, nesta quinta-feira (8), uma série de manifestações em
defesa da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e contra a
candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL). Os atos reuniram milhares de
pessoas em universidades, praças e ruas de capitais e cidades do interior,
consolidando uma mobilização nacional que pretende ganhar ainda mais força até
o segundo turno das eleições, marcado para 25 de outubro.
A movimentação, que começou logo
após o resultado do primeiro turno, tem como principais bandeiras a defesa da
democracia, da universidade pública, dos investimentos em ciência e educação e
dos direitos trabalhistas. Nesta sexta-feira (9), novas manifestações estão
previstas em diferentes estados, com atividades também programadas para o fim
de semana.
Em Curitiba, milhares de
estudantes se concentraram na Praça Santos Andrade, em frente ao prédio
histórico da Universidade Federal do Paraná (UFPR), e seguiram em caminhada até
a Boca Maldita, no Centro da cidade. Os manifestantes carregavam cartazes com
mensagens como “Juntos pela Democracia” e “Voto nulo não impede ditadura”, além
de bandeiras contra o fascismo.
O protesto também teve críticas
ao senador Sergio Moro (PL), eleito governador do Paraná no primeiro turno, e
reivindicações pelo fim da escala de trabalho 6×1, pela preservação da
Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e contra privatizações.
Em São Paulo, estudantes e
movimentos populares realizaram duas manifestações no Centro da capital. Uma
delas começou na Rua Maria Antônia, em frente à Universidade Presbiteriana
Mackenzie, e seguiu em direção à Avenida Paulista. A mobilização ocorreu depois
de a reitoria da instituição proibir eventos “político-partidários” dentro do
campus.
Outro ato reuniu milhares de
pessoas na Praça Roosevelt, com a participação do ministro Guilherme Boulos
(PSOL), da deputada federal Erika Hilton (PSOL) e de outras lideranças
políticas.
Durante a manifestação, Boulos
defendeu que os apoiadores de Lula ampliem o diálogo com eleitores indecisos e
manifestou confiança na possibilidade de uma virada eleitoral. “Eu tenho muita
confiança de que o presidente Lula tem força, pelo tamanho da liderança dele,
junto com esse time que está aqui, para virar o jogo”, afirmou ao Brasil de
Fato.
Assembleias lotadas e
mobilização nas universidades
Em Brasília, centenas de
estudantes ocuparam a Faculdade de Direito da Universidade de Brasília (UnB). Segundo o Brasil de
Fato, uma das assembleias organizadas pelo Diretório Central dos Estudantes
(DCE) reuniu cerca de 700 participantes e definiu novas ações para o segundo
turno
A coordenadora-geral do DCE,
Isadora de Oliveira, destacou a importância de levar a mobilização para além
dos espaços universitários. “Só existe um caminho agora: a mobilização. Seja
nas ruas, seja nas cidades com panfletagem, mas principalmente nas ruas. Quando
deixamos esse espaço vazio, a extrema direita ocupa”, declarou.
No Rio de Janeiro, estudantes da
Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) se concentraram no campus
Maracanã e seguiram em passeata em direção ao Centro. A manifestação reuniu
estudantes, professores e técnicos, além de lideranças políticas.
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