O Partido Liberal (PL)
oficializou nesta quarta-feira (4) a candidatura do senador Rogério Marinho
(RN) à presidência do Senado Federal. A decisão foi anunciada após uma reunião
da bancada da legenda, em Brasília, e confirma a escolha do parlamentar potiguar
para disputar o comando da Casa contra o atual presidente, Davi Alcolumbre
(União-AP).
Ex-líder da oposição no Senado e
coordenador da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL), Marinho já era
apontado como o nome de consenso dentro do partido. Durante a reunião, o
senador afirmou que sua candidatura conta com o apoio de mais de 40 parlamentares
e defendeu a retomada das discussões sobre a anistia.
Apesar da oficialização, o PL
ainda trabalha para evitar uma divisão entre os partidos de direita. O
principal obstáculo é a possibilidade de candidatura da senadora Tereza
Cristina (PP-MS), que também articula apoio para disputar a presidência da
Casa.
Aliados de Marinho avaliam que a
presença de duas candidaturas do mesmo campo político pode dificultar a
formação de uma maioria contra Alcolumbre, que busca permanecer no comando do
Senado.
O senador potiguar afirmou
acreditar em um entendimento com Tereza Cristina e destacou a proximidade
política entre os dois.
“A senadora Tereza é nossa
parceira, está do mesmo lado, comungamos das mesmas bandeiras, dos mesmo
propósitos. E, juntos, faremos o possível para derrotar o atual presidente,
senador Davi Alcolumbre”, declarou.
O líder do PL no Senado, Carlos
Portinho (RJ), também demonstrou confiança em uma solução para o impasse. À CNN
Brasil, afirmou que Tereza Cristina continuará alinhada ao grupo político.
Disputa pelo comando do Senado
A candidatura de Rogério Marinho
ocorre em um cenário de fortalecimento da bancada do PL. O partido elegeu 19
senadores e deverá ocupar 29 cadeiras na próxima legislatura, ampliando sua
participação nas articulações para a escolha da presidência da Casa.
Além dos votos da própria
legenda, Marinho busca apoio de parlamentares de outras siglas, incluindo PP e
Republicanos. O senador apresenta sua candidatura como uma iniciativa de
pacificação política e de mudança na condução do Congresso Nacional.
Do outro lado, Davi Alcolumbre
trabalha pela recondução ao cargo com o apoio de setores do centrão e da base
parlamentar do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Após a vitória na
eleição presidencial, Lula manifestou apoio à permanência de Alcolumbre no
comando do Senado.
A definição sobre uma eventual
candidatura de Tereza Cristina será um dos próximos pontos das negociações
entre os partidos de oposição.
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