* Em meio a protestos em Caracas, Guaidó jura como presidente interino.

Mais de 100.000 pessoas se concentraram nas ruas de Caracas em manifestação pela renúncia do ditador Nicolás Maduro nesta quarta-feira, 23. O movimento de oposição está replicado em 23 estados da Venezuela. Os manifestantes consideram ilegítimo o atual mandato de Maduro, iniciado no último dia 10, assim como parte da comunidade internacional.

Em Caracas, há 11 marchas em curso nesta tarde em diferentes pontos da cidade, que se movem para o palco montado na Plaza las Américas, de onde o presidente da Assembleia Nacional, Juan Guaidó, fez um juramento solene como presidente interino da Venezuela. Portanto, como substituto de Maduro.

“Hoje, 23 de janeiro de 2019, na minha condição de presidente da Assembleia Nacional, juro diante de Deus todo poderoso, da Venezuela e dos colegas deputados assumir formalmente as competências do Executivo Nacional como presidente interino da Venezuela”. 

A Guarda Nacional Bolivariana (GNB) reage com violência. Lançou bombas de gás lacrimogêneo contra uma concentração da oposição no bairro de classe média de Paraíso, em Caracas. Na Plaza Venezuela, blindados, carros-pipa e tropas de choque estão de prontidão.

Os protestos contra Maduro se mostram fortes nos estados de Zulia, na fronteira com a Colômbia, Mérida, Trujillo, Lara, Aragua e Carabobo. A imprensa local menciona haver uma pessoa detida nesta quarta-feira. Mas os líderes do movimento declaram que quatro manifestantes foram mortos em protestos da terça-feira e que 43 pessoas foram presas em Caracas e em Nova Espanha nas últimas 48 horas. Mas não há vítimas fatais das manifestações desta quarta-feira até o momento.
"Novo" Presidente da Venezuela.
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