O Ministério Público do Rio
Grande do Norte denunciou 16 pessoas suspeitas de integrar um esquema de
fraudes financeiras que teria causado prejuízo superior a R$ 3,8 milhões. A
acusação é resultado da operação Amicis, deflagrada pela Polícia Civil em junho
de 2025.
Segundo a denúncia, o grupo abria
empresas de fachada em nome de terceiros para obter empréstimos, financiamentos
e consórcios junto a instituições financeiras, mas não realizava os pagamentos.
Os investigados responderão por falsidade ideológica, estelionato e associação
criminosa, organizados em núcleos com funções específicas.
Os líderes seriam João Eduardo
Costa de Souza (“Duda”) e Layana Soares da Costa, acusados de 65 crimes de
falsidade ideológica e 17 de estelionato cada, além de associação criminosa,
coordenando a abertura das empresas fictícias e a contratação dos créditos. O
contador José Ildo Pereira Leonardo teria produzido documentos falsos e
inserido informações fraudulentas em sistemas oficiais, respondendo por 42
crimes de falsidade ideológica e associação criminosa.
As principais vítimas seriam
Banco do Brasil, Bradesco, Banco do Nordeste e uma administradora de
consórcios, com foco em empréstimos de alto valor e financiamento de veículos
pesados e de luxo. Outro integrante da liderança, Marcelo Spyrides Cunha, movimentava
valores por meio de transferências e cheques das empresas criadas.
O núcleo de “laranjas” envolvia
pessoas que cederam nome e CPF para abertura das empresas, algumas com promessa
de pagamento. Dois denunciados também respondem por comunicação falsa de crime,
registrando boletins de ocorrência sobre uso indevido de dados pessoais.
O MP solicitou à Justiça o
desmembramento do caso em quatro ações penais e o bloqueio e confisco de bens
para garantir o ressarcimento das vítimas. A denúncia aguarda análise judicial.
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