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* Vergonha: Prefeita tenta calar e intimidar imprensa mas esquece de resolver os problemas básicos em Macau, RN.

A prefeita de Flávia Veras voltou a protagonizar mais um capítulo polêmico na política do município de Macau. Desta vez, a gestora decidiu acionar o Ministério Público do Rio Grande do Norte contra comunicadores da cidade, abrindo a notícia de fato nº 02.23.2016.0000026/2026-97, numa aparente tentativa de transformar críticas à gestão em caso de Justiça.

A iniciativa foi recebida com surpresa e, claro, uma boa dose de ironia nos bastidores políticos. Afinal, em vez de responder às denúncias ou explicar os problemas da administração, a estratégia parece ser tentar calar quem fala sobre eles.

Nos corredores da política local, a avaliação é que quando a gestão vai bem, o mérito é do gestor. Quando vai mal, a culpa passa a ser da imprensa. E, no caso de Macau, aparentemente também virou culpa de quem ousa fazer perguntas.

Outro ponto que chama atenção é o uso da pauta feminina como escudo político. Segundo críticos, sempre que surgem questionamentos sobre a gestão, aparece o argumento de que as críticas seriam motivadas por preconceito de gênero. Uma tese curiosa, principalmente quando se lembra que a luta das mulheres contra violência e discriminação é uma pauta séria e diária no Brasil.

Mas o cenário fica ainda mais interessante quando entra outro episódio recente. Um grupo de mães de alunos da rede municipal procurou o Ministério Público denunciando o descumprimento do calendário escolar. A representação foi registrada na notícia de fato nº 02.23.2017.0000042/2026-38.

Diante disso, surge a pergunta que muita gente em Macau anda fazendo em tom de deboche: essas mães também estariam “perseguindo” a prefeita por ela ser mulher?

Para muitos observadores da política local, a solução talvez seja mais simples do que abrir procedimentos contra comunicadores. Trabalhar, resolver os problemas da cidade e cumprir o calendário escolar provavelmente daria menos trabalho do que tentar processar quem noticia as reclamações do próprio povo. RN Noticias
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