Símbolo da resistência no
semiárido cearense, o jumento nordestino vendido informalmente no Ceará por
valores entre R$ 1 e R$ 10 pode render até R$ 1.500 na China após ser
processado para a extração de pele e colágeno para a indústria de cosméticos.
Apesar desse animal movimentar um
mercado milionário na Ásia, o comércio da espécie não traz oportunidades
viáveis e sustentáveis para o agronegócio local. Pelo contrário: a atividade
ameaça a reputação do setor pela falta de rastreabilidade.
Na última quarta-feira (20), a
Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) aprovou a
Sugestão Legislativa de proibir o abate de jumentos em todo o território
nacional. Agora, de acordo com a Agência Senado, a SUG 9/2025 passará a tramitar
como projeto de lei.
Como
justificativa para a decisão, foi levantado não só o viés de proteção animal e
o risco de extinção, mas também a necessidade de preservar a imagem do
agronegócio brasileiro frente aos riscos sanitários promovidos pela forma
informal como a atividade se dá no País. Diário do Nordeste
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