A ex-primeira-dama Michelle
Bolsonaro afirmou nesta quarta-feira (24) que o senador Flávio
Bolsonaro, pré-candidato à Presidência da República e seu enteado, a tratou
com rispidez por telefone após ela criticar aliança do PL com Ciro
Gomes no Ceará.
Em vídeo publicado nas redes
sociais, a presidente nacional do PL Mulher relatou que
ele disse que ela deveria ficar fora das decisões partidárias.
O conflito teve origem em
dezembro do ano passado, quando Michelle questionou publicamente o apoio do
diretório cearense do PL a Ciro Gomes para o governo do estado. Ela se recusou
a aceitar aliança com alguém que descreveu como adversário do ex-presidente Jair
Bolsonaro.
Flávio reagiu nas redes sociais
acusando a madrasta de contrariar a vontade do pai. Eduardo Bolsonaro também se
manifestou, classificando a postura de Michelle como injusta em relação ao
candidato apoiado pelo diretório cearense.
Michelle disse que, ao tentar
ligar para Flávio após as postagens, ele não atendeu. Quando retornou a ligação
horas depois, foi, segundo ela, hostil e disse que ela havia chegado
recentemente à política e não entendia o assunto.
A ex-primeira-dama afirmou que
desde esse episódio Flávio não voltou a procurá-la e que ela passou a respeitar
o pedido de distância. Ela disse que seu apoio à pré-candidatura do enteado não
ocorrerá enquanto essa situação persistir.
No vídeo, Michelle listou
declarações de Ciro Gomes contra a família Bolsonaro para justificar sua
rejeição à aliança. Citou que o ex-governador teria chamado os filhos do
ex-presidente de corruptos e o próprio Bolsonaro de ladrão e de responsável
pela própria inelegibilidade.
Ela também mencionou entrevista
recente de Ciro à revista Veja em que ele teria equiparado Bolsonaro a Lula.
Para Michelle, a declaração evidencia que o político cearense é uma ameaça à
direita e que eventualmente se voltará contra o campo.
Michelle negou que o vídeo tenha
motivação eleitoral pessoal e rebateu relatos de que estaria ressentida por
querer ser candidata. Afirmou que sua prioridade atual é cuidar do marido e que
seu futuro político está, segundo ela, nas mãos de Deus.
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