Uma mulher que costumava ostentar
grandes quantias de dinheiro nas redes sociais, incluindo fotos em que aparece
coberta por maços de cédulas, foi presa durante uma operação da Polícia Civil
do Distrito Federal contra um esquema de golpes aplicado pela internet. A ação
ocorreu nesta sexta-feira (12/6).
A suspeita, de 25 anos, foi
capturada em Cuiabá (MT) durante a Operação Degelo, deflagrada pela Delegacia
Especial de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC), com apoio da Delegacia
Especializada de Repressão aos Crimes Informáticos de Mato Grosso.
Segundo as investigações, ela
integra uma associação criminosa especializada na clonagem de anúncios de venda
de eletrodomésticos publicados em plataformas online. O principal alvo dos
criminosos eram produtos usados, especialmente geladeiras.
De acordo com a Polícia Civil, o
grupo copiava anúncios legítimos e mantinha informações reais sobre os
produtos, mas alterava os dados dos vendedores. A fraude fazia com que as
vítimas acreditassem estar negociando com os verdadeiros proprietários dos itens.
Após acertar a compra, os
consumidores realizavam transferências via Pix para contas controladas pelos
investigados. No entanto, os produtos nunca eram entregues. Quando as vítimas
compareciam ao endereço informado para retirar a mercadoria, descobriam que o
vendedor verdadeiro não havia recebido qualquer valor.
As apurações apontam que ao menos
56 ocorrências registradas no Distrito Federal estão relacionadas ao esquema,
embora a polícia trabalhe com a possibilidade de um número ainda maior de
vítimas.
Os investigadores chamam atenção
para o perfil das pessoas prejudicadas. Como os anúncios envolviam
principalmente eletrodomésticos usados vendidos por preços mais baixos, o grupo
teria direcionado sua atuação a consumidores de menor poder aquisitivo, que
buscavam alternativas mais acessíveis para equipar a própria casa.
A prisão da suspeita ocorreu após
meses de investigação que permitiram identificar parte da estrutura criminosa.
A cooperação entre as polícias do Distrito Federal e de Mato Grosso foi
considerada fundamental para o cumprimento do mandado judicial.
A mulher foi indiciada pelos
crimes de estelionato qualificado e associação criminosa. Somadas, as penas
podem chegar a 11 anos de prisão.
A Polícia Civil informou que as
investigações continuam para identificar outros integrantes da organização e
localizar novas vítimas do esquema.
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