Os Estados Unidos enfrentam uma
redução nos estoques de algumas das principais munições utilizadas na guerra
contra o Irã. Diante desse cenário, o Pentágono pressionou empresas de
defesa a acelerar a produção e a entrega de armas.
A cobrança aparece em um
memorando enviado pelo vice-secretário de Defesa, Steve Feinberg, a
representantes da indústria. Segundo o documento, as empresas terão prazo de
até 21 dias para apresentar planos destinados a aumentar a produção e reduzir o
tempo de entrega de equipamentos considerados críticos.
No entanto, o alerta não
significa que os Estados Unidos estejam prestes a ficar sem toda a sua munição.
O problema envolve principalmente determinados tipos de mísseis e
interceptadores, cujos estoques diminuíram após meses de operações militares.
Guerra com Irã reduziu
estoques
A guerra aumentou o consumo de
armas de longo alcance e sistemas de defesa aérea. Entre os equipamentos
afetados estão mísseis Tomahawk, JASSM e PrSM, além dos interceptadores Patriot
e THAAD.
Segundo uma análise do Center for
Strategic and International Studies (CSIS), o conflito consumiu uma parcela
relevante desses armamentos e criou dificuldades para a reposição dos estoques.
Além disso, alguns sistemas levam anos para voltar aos níveis considerados
adequados pelo Pentágono.
A Reuters também informou que os
EUA utilizaram quase todo o estoque de alguns mísseis de precisão de longo
alcance durante a guerra. A situação aumentou a preocupação com a capacidade
militar americana diante de possíveis novos conflitos.
Pentágono cobra indústria de
defesa
Diante da redução dos estoques, o
Departamento de Defesa quer que as fabricantes aumentem rapidamente a produção.
O memorando determina que as
empresas apresentem propostas para acelerar cronogramas e ampliar a capacidade
industrial. Além disso, o Pentágono considera insuficientes os ciclos
de produção que levam anos para entregar novos sistemas.
Entre as empresas envolvidas
estão grandes fabricantes do setor de defesa americano. O governo também busca
ampliar contratos e investimentos para recompor os estoques.
Reposição pode levar anos
A principal dificuldade está na
capacidade limitada da indústria de defesa. Mesmo com novos contratos, algumas
armas dependem de cadeias de fornecimento específicas e de instalações
industriais que não conseguem aumentar a produção de forma imediata.
Por isso, a reposição dos
estoques pode levar anos. Ao mesmo tempo, os Estados Unidos precisam manter
armas suficientes para suas operações atuais e para possíveis ameaças em outras
regiões.
O cenário preocupa especialmente
diante das tensões com países como China e Rússia. Dessa forma, a
redução dos estoques provocada pela guerra contra o Irã passou a ser tratada
também como uma questão de prontidão militar de longo prazo.
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