A Procuradoria-Geral da República
(PGR) pediu diligências à Polícia Federal (PF) antes de se posicionar sobre o
pedido de abertura de inquérito para investigar o deputado Alfredo Gaspar
(PL-AL), anunciado como vice de Flávio Bolsonaro (PL), por suposto crime de
estupro de vulnerável.
Segundo fontes da PF, o pedido
foi recebido pela corporação na quarta-feira (5/8), mesmo dia em que Gaspar foi
anunciado como candidato a vice de Flávio. Não é possível saber que tipo de
diligência — que pode ser desde uma informação extra até uma quebra de sigilo —
a PGR pediu.
A denúncia contra o vice de
Flávio foi apresentada inicialmente pelo deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) e
pela senadora Soraya Thronicke (PSB-MS). Os parlamentares anunciaram a acusação
em 27 de março, último dia da CPMI do INSS no Congresso Nacional, da qual
Gaspar era relator.
Lindbergh e Soraya enviaram à
denúncia para a PF. A corporação, então, apresentou ao STF pedido de abertura
de inquérito. O caso caiu nas mãos do ministro Gilmar Mendes, atual decano da
Corte. O magistrado pediu posição da PGR, que até o momento não emitiu parecer.
Segundo pessoas próximas, o
procurador-geral da República, Paulo Gonet, só emitirá seu parecer após receber
o resultado das diligências da PF. Gilmar, por sua vez, indicou a
interlocutores que pretende esperar a posição da PGR sobre o tema antes de
decidir se abre ou não o inquérito contra Gaspar. Metrópoles
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