O Produto Interno Bruto (PIB) do
Brasil cresceu
0,5% no segundo trimestre de 2026, mas perdeu força em relação aos três
primeiros meses do ano, segundo dados divulgados nesta terça-feira (1º)
pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Apesar da desaceleração, o Brasil
ficou na 5ª posição no ranking mundial de crescimento trimestral, segundo
levantamento da Austin Rating.
O resultado ocorreu em um cenário
de desaceleração de várias economias emergentes, afetadas pelos efeitos do
conflito no Oriente Médio. O país ficou à frente de grandes economias e de
outros integrantes do Brics, como a China, que apareceu na 19ª posição.
Nesse cenário, Agostini avalia
que o Brasil teve desempenho melhor que o de outros países emergentes.
Ele ressalta, porém, que o
resultado também reflete fatores internos. "O crescimento tem sido
impulsionado pela expansão dos gastos públicos, o que contribui para a
manutenção de juros elevados e de uma inflação ainda pressionada", diz.
Para economistas ouvidos
pelo g1, os dados do PIB também
mostram sinais de enfraquecimento do consumo das famílias e de setores ligados
ao mercado interno.
No ranking das maiores economias
do mundo, elaborado com base nas projeções do Fundo Monetário Internacional (FMI) para este ano, o
Brasil aparece na 10ª posição, com PIB nominal estimado em US$ 2,64 trilhões.
À frente do Brasil estão Estados
Unidos, China, Alemanha, Japão, Reino Unido, Índia, França, Itália e Rússia.
Segundo a Austin Rating, o Brasil deve reduzir a diferença para a Rússia ainda neste ano e poderá assumir a 9ª posição no ranking mundial em 2027, caso as projeções se confirmem.
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