A Polícia Federal
deflagrou nesta segunda-feira (14) a terceira fase da Operação Transparência,
que investiga suspeitas de tráfico de influência, exploração de prestígio,
corrupção passiva e lavagem de dinheiro envolvendo processos em tribunais
superiores. Entre os principais alvos está o deputado federal Cezinha
de Madureira (PL-SP), apontado como aliado e próximo do ministro do Supremo
Tribunal Federal (STF) André Mendonça.
De acordo com a PF, a
investigação apura a atuação de pessoas que teriam negociado com terceiros o
pagamento de valores elevados, condicionados ao resultado de processos
judiciais. Segundo os investigadores, os envolvidos teriam utilizado a
justificativa de que poderiam interferir em decisões da Justiça. As informações
foram divulgadas pela Folha de S.Paulo, que acompanha o caso.
A relação entre Cezinha e André
Mendonça ganhou atenção porque o deputado teria articulado um encontro
reservado entre o ministro do STF e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
Apesar disso, a Polícia Federal informou que, até o momento, não
existem elementos que indiquem a participação de integrantes do Poder
Judiciário nos fatos investigados.
A operação foi autorizada pelo
ministro Flávio Dino, do STF. Ao todo, são cumpridos quatro
mandados de busca e apreensão no Distrito Federal e em São Paulo. A
advogada Valéria Rodrigues Linhares, esposa de Cezinha de
Madureira, também é alvo da ação.
A investigação é um desdobramento
de um inquérito iniciado em dezembro de 2025, inicialmente voltado à apuração
de possíveis irregularidades na destinação de emendas parlamentares. Em agosto,
a Polícia Federal apreendeu R$ 510 mil em dinheiro vivo em uma
bagagem que estava com Valéria Rodrigues Linhares.
Segundo a PF, a terceira fase da
Operação Transparência busca esclarecer se houve negociação de vantagens
financeiras em troca de suposta influência sobre decisões judiciais. A
corporação ressalta que as investigações continuam e que os fatos ainda estão
em apuração.
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