Alvo de suspensões judiciais, críticas metodológicas e contestações em diferentes estados brasileiros, o Instituto Veritá voltou a ser citado no debate eleitoral após divulgar, neste sábado (9), uma nova pesquisa sobre a disputa pelo Governo do Rio Grande do Norte. Com resultado diferente de todos os resultados de pesquisas e de institutos que já divulgaram pesquisa no RN, o levantamento, registrado no TRE-RN sob o número 04097/2026, ouviu 1.220 eleitores entre os dias 4 e 8 de maio e apontou Álvaro Dias na liderança, seguido por Allyson Bezerra e Cadu Xavier. A margem de erro informada é de 3 pontos percentuais.
O grande ponto é a discrepância do resultado, que diverge de todos os outros e ainda assim remonta o histórico recente do instituto que tem provocado reações de especialistas, partidos políticos e setores da imprensa em diversas regiões do país.
Embora a pesquisa divulgada no RN esteja regularmente registrada na Justiça Eleitoral, a sequência de questionamentos envolvendo levantamentos anteriores do Veritá reacendeu discussões sobre credibilidade e rigor metodológico.
*Questionamentos no Distrito Federal*
No Distrito Federal, uma análise publicada pelo site Radar DF Notícias apontou inconsistências em uma pesquisa do instituto. O documento apresentou divergências em tabelas estatísticas e erros conceituais, incluindo referências a cargos e estruturas inexistentes no DF, como “deputados estaduais” e “Assembleia Legislativa do Distrito Federal”. Para a publicação, as falhas levantaram dúvidas sobre o nível de precisão técnica utilizado na elaboração do material.
*Suspensão judicial em Pernambuco*
As contestações também chegaram ao Judiciário. Em Pernambuco, o Tribunal Regional Eleitoral suspendeu uma pesquisa do Veritá após ação judicial que apontou falhas metodológicas, inconsistências estatísticas, ausência de informações obrigatórias e um dado classificado na decisão como matematicamente impossível em uma subamostra eleitoral.
*Levantamentos contestados em vários estados*
Pesquisas do instituto também já foram alvo de suspensão ou questionamentos em estados como Espírito Santo, Alagoas, Piauí, Tocantins, Mato Grosso do Sul, Goiás e Paraná. Além disso, há registros de investigações e contestações em andamento no Maranhão, Sergipe, Pará, Bahia, Minas Gerais, São Paulo e Distrito Federal.
*Episódio em São Paulo ampliou debate*
A atuação do Veritá ganhou repercussão nacional após um episódio ocorrido em 2024 durante a disputa pela Prefeitura de São Paulo. Uma imagem adulterada de uma pesquisa do instituto passou a circular nas redes sociais invertendo posições de candidatos e ampliando o debate sobre desinformação eleitoral e uso indevido de levantamentos políticos.
*Especialistas defendem cautela*
Especialistas em cenário eleitoral afirmam que questionamentos isolados não anulam automaticamente uma pesquisa registrada, mas alertam que a repetição de problemas metodológicos e decisões judiciais acaba afetando a confiança pública nos levantamentos. Em um ambiente político fortemente influenciado por pesquisas eleitorais, cresce a defesa por cautela na leitura dos números e acompanhamento de diferentes institutos ao longo da pré-campanha.
Até o momento, o Instituto Veritá não se pronunciou sobre os questionamentos envolvendo pesquisas realizadas em diferentes estados brasileiros.
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